Missão BepiColombo: A Viagem Incrível da Europa e do Japão para Desvendar os Mistérios de Mercúrio
Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, ainda guarda inúmeros mistérios. Apesar de ser visível da Terra, ele é o menos explorado de todos os planetas rochosos.
Mas essa realidade está prestes a mudar. A missão BepiColombo, uma parceria entre a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA), promete revelar detalhes inéditos sobre esse pequeno e enigmático mundo.

Lançada em 2018, a missão está em uma jornada de sete anos pelo Sistema Solar interno e deve chegar ao planeta em 2026. Seu objetivo é estudar a estrutura, a atmosfera, o campo magnético e a história geológica de Mercúrio — informações que podem mudar o que sabemos sobre a formação planetária.
🛰️ O que é a missão BepiColombo?
A BepiColombo é uma missão espacial composta por duas sondas científicas e um módulo de transporte.
Ela recebeu esse nome em homenagem ao cientista italiano Giuseppe “Bepi” Colombo, que descobriu a peculiar ressonância orbital de Mercúrio — o planeta gira três vezes em torno de si mesmo a cada duas voltas ao redor do Sol.
A missão é fruto de uma colaboração entre a ESA (Europa) e a JAXA (Japão), combinando tecnologia e conhecimento para enfrentar um dos desafios mais complexos da exploração espacial: sobreviver e operar tão perto do Sol.
O sistema completo inclui três módulos principais:
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MTM (Mercury Transfer Module) — responsável por levar as sondas até Mercúrio, usando propulsão elétrica solar.
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MPO (Mercury Planetary Orbiter) — construído pela ESA, será o principal orbitador científico do planeta.
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MMO (Mercury Magnetospheric Orbiter), também conhecido como Mio — desenvolvido pela JAXA, estudará o campo magnético e as partículas ao redor de Mercúrio.
☀️ Por que estudar Mercúrio é tão importante?
Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol e o mais parecido com o núcleo interno da Terra. Por isso, entendê-lo ajuda os cientistas a compreender como os planetas rochosos (como Terra, Vênus e Marte) se formaram e evoluíram.
Além disso, Mercúrio apresenta características únicas:
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É extremamente denso, com um núcleo metálico gigantesco.
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Possui um campo magnético ativo, mesmo sendo pequeno.
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Exibe gelo nas crateras polares, apesar das temperaturas escaldantes.
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E mostra sinais de que ainda está se contraindo — o planeta literalmente está encolhendo com o tempo.
Esses enigmas fazem de Mercúrio uma peça-chave para entender o passado do Sistema Solar e até mesmo a origem da Terra.
🔬 O que a missão BepiColombo vai estudar em Mercúrio
A missão carrega 16 instrumentos científicos avançados para realizar uma análise completa do planeta. Entre os principais objetivos estão:
1. Mapear a superfície em alta resolução
A BepiColombo vai criar o mapa mais detalhado já feito de Mercúrio, revelando crateras, planícies e falhas geológicas. Isso ajudará a entender como o planeta se formou e quais eventos moldaram sua paisagem.
2. Estudar o campo magnético
O módulo japonês Mio vai investigar como o campo magnético de Mercúrio interage com o vento solar, fenômeno que protege o planeta de partículas energéticas.
Isso é especialmente curioso, pois nenhum outro planeta tão pequeno tem um campo magnético ativo.
3. Analisar a composição química
Instrumentos a bordo do MPO vão identificar elementos e minerais da superfície, permitindo descobrir se o planeta teve vulcanismo ativo e se já abrigou substâncias voláteis como água.
4. Explorar a exosfera
Mercúrio tem uma atmosfera extremamente fina chamada exosfera. A BepiColombo vai analisar seus componentes — como hélio, sódio e potássio — para entender como ela interage com o Sol.
5. Investigar o interior do planeta
Com medições de gravidade e campo magnético, os cientistas esperam determinar o tamanho exato do núcleo metálico e descobrir se ainda existe movimento interno, o que explicaria seu magnetismo.
🚀 A jornada até Mercúrio: uma viagem cheia de desafios
Viajar para Mercúrio é mais difícil do que ir a Plutão. Isso porque, quanto mais perto do Sol, mais forte é sua gravidade.
A sonda precisa frear continuamente para não ser puxada e queimada.
Para isso, a BepiColombo usa um motor iônico de propulsão elétrica solar, um dos mais eficientes já construídos.
Ela realiza várias manobras gravitacionais — passando por Terra, Vênus e o próprio Mercúrio — para reduzir gradualmente sua velocidade até conseguir entrar em órbita estável.
🌍 A situação atual da missão BepiColombo (2025)
Em novembro de 2025, a BepiColombo está em pleno caminho final para Mercúrio, após realizar seis manobras gravitacionais (duas em Vênus e quatro em Mercúrio).
Cada sobrevoo aproxima a espaçonave e ajuda a ajustar sua trajetória para a entrada orbital definitiva, prevista para dezembro de 2026. (após atraso devido a uma falha no sistema de propulsão).
Durante esses encontros, ela já enviou imagens incríveis da superfície de Mercúrio, mostrando crateras e planícies nunca vistas antes.
Os dados preliminares indicam composição rica em enxofre e vestígios de atividade vulcânica antiga — algo que os cientistas da ESA consideram surpreendente.
O sistema de propulsão iônica também tem se mostrado estável e eficiente, mantendo a espaçonave em rota ideal apesar das temperaturas extremas e da radiação solar intensa.
🔭 O que podemos esperar quando chegar a Mercúrio
Quando alcançar sua órbita definitiva, a BepiColombo começará uma fase científica de um ano (podendo ser estendida).
A expectativa é que a missão:
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Revele como o campo magnético de Mercúrio é gerado.
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Mostre a origem de seu enorme núcleo metálico.
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Explique por que há gelo nos polos de um planeta tão quente.
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Ajude a entender por que Mercúrio é tão denso e diferente dos outros planetas rochosos.
Essas respostas podem transformar o que sabemos sobre a formação do Sistema Solar e até sobre a história inicial da Terra.
❓ FAQ – Perguntas Frequentes sobre a Missão BepiColombo
1. O que é a missão BepiColombo?
É uma missão conjunta da ESA e da JAXA lançada em 2018 para estudar Mercúrio — o planeta mais próximo do Sol — com duas sondas orbitais científicas.
2. Quando a BepiColombo chegará a Mercúrio?
A chegada está prevista para dezembro de 2026, após várias manobras gravitacionais que reduzem sua velocidade.
3. Que tipo de dados ela vai coletar?
Ela vai analisar a composição da superfície, campo magnético, estrutura interna, exosfera e interações com o vento solar.
4. Por que Mercúrio é tão difícil de explorar?
Porque ele está muito perto do Sol. As altas temperaturas e a forte gravidade exigem manobras complexas e proteção térmica especial para as sondas.
5. Quais países estão envolvidos na missão?
A Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Japonesa (JAXA) lideram o projeto, com apoio técnico de instituições de diversos países.
6. Qual será o legado da BepiColombo?
Ela deve fornecer o mapa mais detalhado de Mercúrio, explicar a origem de seu campo magnético e contribuir para o entendimento da formação dos planetas rochosos.
🌠 Conclusão
A missão BepiColombo é mais do que uma simples visita a Mercúrio — é uma viagem ao passado do Sistema Solar.
Com tecnologia de ponta e cooperação internacional, Europa e Japão estão prestes a desvendar os segredos do planeta mais misterioso e extremo que orbita o Sol.
Quando as duas sondas entrarem em órbita em 2026, uma nova era de descobertas começará, e a humanidade estará mais próxima de entender suas próprias origens cósmicas.